Festival
"Independent Rio"
O
Rock independente invade a Vila Valqueire, na Zona Norte
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Por Léo Vieira (2º período)
TV Estácio
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A cena independente do rock da Zona Norte carioca mostrou sua
cara dia 23 de junho, no festival “Independent Rio”
e levou mais de mil pessoas à casa de shows 'Marlene',
no bairro de Vila Valqueire onde 14 bandas se apresentaram e
mostraram sua cara. As bandas que abriram o festival eram de
músicos da região que começam a dar seus
primeiros passos no mundo da música e vêem nessa
oportunidade uma chance de, quem sabe? atingir o sucesso.
A banda 'Camisa de Força s/a', formada no bairro de Vila
Valqueire em 2004, e está na sua segunda formação,
fez seu show de estréia e de abertura do evento com sua
nova formação: Gustavo Peri (vocal e guitarra),
Caio (baixo), Marlon (guitarra), e Fred (bateria). “A
oportunidade de fazer um primeiro show com o público
desse não tem explicação. A razão
de estarmos aqui é mostrar nossas músicas e não
tocar meia dúzia de covers”, avaliou Fred baterista
da banda, que tem um estilo de rock mais pesado, conhecido como
hardcore. O punk, movimento cultural com músicas que
criticam o sistema político vigente, também tempera
as letras das músicas do 'Camisa' que tem como influências
bandas como Raimundos, Ramones e Cpm 22.
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Léo
Vieira |
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Mel
Ravasio,vocalista do 'LipStick' e
Caio, baixista da banda 'Camisa de Força S/A' |
Mas a noite não era só formada por estreantes.
Havia também, bandas que poderiam se considerar conhecidas.
Isso ocorre devido à força da internet, onde cada
vez maior o número de bandas que arrastam multidões
em seus shows sem se quer terem tocado no rádio. É
o caso dos cariocas do 'Swell', formada na Zona Oeste. Os músicos
Daniel Herz (bateria), Diego Aragão (vocal e guitarra),
Paulo Werneck (guitarra), Bruno Aragon (baixo) e Daniel Zoreba
(sax) estão juntos há cinco anos tocando em bares
e, há cinco meses decidiram ingressar no underground,
traduzindo - cenário dos independentes. “A cena
independente, de uns anos para cá, se tornou muito forte
no Rio de Janeiro e sentimos que era o momento de mostrar nosso
som para um número maior de pessoas” explicou Daniel
Zoreba.
As paulistanas do 'LipStick', Mel Ravasio no vocal, Tila Gandra
na bateria, Carol Navarro no baixo, Dedê Soares na guitarra
e Michele Oliveira no teclado, vieram de Santo André,
região do ABC Paulista e conquistarem o público
e mostraram que as mulheres têm sim seu espaço
no mundo do rock pesado. “Foi muito legal ver a galera
cantando nossa música. Essa é nossa primeira vez
no rio e com certeza não será ultima”, disse
a vocalista Mel Ravasio. Já a tecladista Michelle Oliviera
torceu o tornozelo antes de viajar para o Rio, mas isso não
impediu o show. “Pelo rock vale tudo, foi tão legal
que nem senti dor nenhuma”. Em 2006, as meninas roqueiras
da 'LipStick' assinaram contrato com uma gravadora e devem lançar
o primeiro CD ainda este ano.
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Léo
Vieira |
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Michelle
Oliveira, tecladista do 'LipStick" com tornozelo
machucado:
"Pelo rock vale tudo, foi tão legal que nemsenti
dor nenhuma” |
Outros paulistas que invadiram a praia do rock carioca foram
os caras da banda 'Granada', que com seu hardcore explodiram
a platéia com o peso de suas guitarras. 'Granada' começou
em 2005, em São Paulo com Yuri no vocal, Zé vocalista
e contra baixo, Kauê e Léo na guitarra, e Victor
na bateria, todos eles já fazem parte da cena independente
do rock nacional há algum tempo. O vocalista Yuri, por
exemplo, já tocou nas bandas 'Glória' e a famosa
'Nx Zero', que faz sucesso em todas as rádios com a música
“Razões e Emoções”.
Depois de mais de 14 shows e mais de 12 horas de rock, quando
a banda 'Strike' subiu ao palco com suas letras bem humoradas
e com seu sucesso “Paraíso Proibido”, a platéia
levantou e cantou junto. Mineiros de Juiz de fora, o integrantes
da banda 'Strike' estão no Rio de Janeiro há um
ano e lançaram em abril deste ano pela gravadora Deckdisc
(mesma gravadora de artistas já conhecidos como 'Pitty',
'Cachorro Grande' e 'Dead fish') o álbum “Desvio
de conduta”, que já conta com o primeiro sucesso:
a música “Paraíso Proibido”. Vir para
o Rio era a tentativa de fazer a banda dar certo, estar perto
do mercado, mas se tornou maravilhoso. Esse lugar aqui é
demais”, avaliou o baixista Fabio. A 'Granada' e a 'Strike',
apesar das diferenças entre o som das bandas, já
se apresentaram juntas diversas vezes no Rio.
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Léo
Vieira |
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Marcelo,
vocalista da 'Strik '
arrisca umas batidas na bateria |
Depois de 12
horas de show,
o público canta com a banda 'Strik' |
O organizador do evento, Zaca comemorou o sucesso do evento
logo na primeira edição. “A idéia
era trazer bandas da região que estão começando,
dando espaço para elas. E também aquelas que já
têm uma bagagem no cenário independente. O público
mostrou a força do rock independente no Rio”.