Madureira,
Zunido: O seu jornal de bairros na internet. Produzido por estudantes de Jornalismo e Publicidade do Campus Madureira da Estácio de Sá

‘Da mão que borda à dança que roda’

Por Thamires Caruso
Fotos de Efraim Fernandes

Tempo de fazer arte e de muita brincadeira. Durante o mês de agosto, o Sesc-Madureira promoveu uma mostra de diversas linguagens e expressões de manifestações populares exibidas ao público através de danças folclóricas, exposição de artesanato, venda de comidas típicas e espaço para recreação infantil. Assim foi a 4ª edição do projeto Da Mão que Borda à Dança que Roda, que atraiu estudantes de diversas escolas e moradores da região.

   
Crianças se divertem durante o projeto cultural.


O projeto Da Mão que Borda à Dança que Roda tem a intenção de levar a cultura à população de Madureira, e principalmente às crianças que não recebem esse tipo de informação em suas casas. “O projeto tem uma variedade cultural que engloba as questões literárias regionais, como os cordéis e mistura música com brincadeiras e arte”, explica o gerente do Sesc- Madureira Moacyr Cordovil.


A unidade de Madureira desenvolveu um trabalho educativo com crianças que englobou reciclagem de lixo e de tecidos e contou com a participação dos pais nas atividades de seus filhos. “Trabalhamos com as crianças em atividades de danças folclóricas e artesanato. Foram convidados educadores que trabalham em atividades lúdicas com crianças de 3 a 7 anos. Brincadeira como ‘vivo ou morto’ e ciranda de roda alegraram as crianças de escolas públicas que visitaram o Sesc”, disse a gestora do programa do Sesc-Rio para crianças e jovens, Luciana Cheble.

Participando das atividades junto com sua filha, a dona de casa Rosane Falcão, 30, mãe de Mariana, 4, aprovou a iniciativa. “Aqui, a minha filha aprende artesanato e reciclagem. O melhor é que, além dessas atividades, a relação com a minha filha melhora muito”, acredita.


A professora do Ciep Doutor Adelino da Palma Carlos, Flávia da Silva Costa, 31, que orientou alguns alunos do colégio no projeto do Sesc, afirmou que eventos culturais como o do Sesc ajudam a afastar os jovens da violência. “Estamos incentivando nossos alunos a participar de programas culturais. Queremos tirá-los um pouco do ambiente precário e violento”, revela a educadora.

   
   Rosane Falcão que participou das    atividades junto com sua filha.

O professor de educação física, Sérgio Trinchão, 44, convidado pelo Sesc-Madureira, conta que tem experiência com o público infantil. “É uma pena que as danças folclóricas, como o jongo e as cirandas não estejam presentes na cultura dessas crianças, como as brincadeiras antigas. Elas acabam não sabendo o que é ser criança”, alerta.

Entre brincadeiras e danças, também foram realizadas oficinas artesanais com uma grande variedade de produtos e preços. A artesã Marilene Sirnes, 48, e que trabalha há quatro anos no ramo, explica a dificuldade de venda dos seus produtos. “Os trabalhos são feitos manualmente e a nossa renda com os produtos é simbólica, já que o lucro é baixo”, lamenta a expositora. O Sesc Madureira fica na Rua Ewbanck da Câmara, 90.


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