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Por
Ricardo Napolitano
Fotos Ricardo França
(Madureira, Rio de Janeiro) |
A uma semana do carnaval,
Madureira e Americano se enfrentaram neste sábado,
dia 10/02, pela quarta rodada da Taça Guanabara,
primeiro turno do Campeonato Carioca. Para o tricolor suburbano
continuar sonhando com a vaga às semifinais só
a vitória interessava e foi o que aconteceu. Com
calor de 41 Cº, o time da casa ganhou pelo placar de
1 a 0 com gol do atacante Marcelo logo no início
do jogo. Em partida com o nível técnico baixo,
o Madureira teve que suar a camisa para segurar o resultado.
A equipe ainda teve um gol anulado no segundo tempo. O time
de Campos continua sem vencer na competição
e é lanterna do Grupo A. Para o técnico do
Madureira Alfredo Sampaio, o seu time jogou muito mal e
precisa melhorar para a próxima partida. “O
grupo está de parabéns, pois trabalhamos a
semana inteira para conseguir alcançar a vitória,
mas precisaremos melhorar muito. Valeu o esforço,
mas nós não jogamos absolutamente nada hoje”,
criticou Alfredo Sampaio. O Madureira enfrenta o Flamengo
na última rodada dependendo só de suas forças.
A vitória no próximo dia 17/02 classifica
o tricolor suburbano.
Antes do jogo, o lateral esquerdo do Madureira, Amarildo,
falou que a obrigação do time era a vitória
e que a ordem era atacar. “Não temos mais para
onde correr, não podemos mais perder pontos com empate.
Temos que ganhar, só isso importa”, analisou
o lateral.
Ricardo
França 
Paradão. Os jogadores do Madureira dominaram o meio
de campo
O tricolor suburbano mostrou na prática que não
estava para brincadeira. Logo aos dois minutos o mesmo Amarildo
avançou com a bola sendo derrubado dentro da área
pelo zagueiro Leandro Silva. Pênalti bem marcado pelo
árbitro Marcelo de Souza Pinto. Com categoria, o
atacante Marcelo desencantou no campeonato chutando no canto
esquerdo do goleiro Jéferson, que escolheu o outro
lado para cair. 1 a 0 Madureira para delírio da torcida
no estádio Aniceto Moscoso. O gol desestabilizou
o time do Americano que conseguiu responder somente aos
10 minutos. Cruzamento na área da equipe suburbana
e cabeçada rente a trave do camisa 7, Adriano Sella.
O calor atrapalhou muito e o primeiro tempo foi marcado
pela falta de objetividade das equipes. Os principais lances
ocorreram através de bolas paradas e cruzamentos
na área.
No intervalo, Marcelo ressaltou a importância do gol
sem esquecer os cuidados na defesa. “Nós não
podemos bobear. Agora é voltar com a mesma dedicação
no segundo tempo para sair com a vitória”,
complementou o atacante.
Ricardo
França
Marcalo bate com categoria no canto esquerdo do goleiro
do Americano
O segundo tempo começou
com o técnico do Madureira, Alfredo Sampaio, pedindo
empenho ao seu time. Aos 5 minutos, lance perigoso. Amarildo,
destaque do jogo, avançou novamente pela esquerda,
deu “drible da vaca” em Gil e cruzou para a
área do Americano. Waldir Papel, sozinho, cabeceou
para fora. O calor massacrou os jogadores fazendo a partida
ficar mais aberta. Aos 17, Maicon recebeu lançamento
de Wagner e, impedido, chutou no barbante do goleiro Jéferson.
O assistente José Gomes, atento ao lance, não
teve dúvidas: gol irregular. Três minutos depois,
novamente Maicon apareceu livre para marcar. Em posição
legal, chutou em cima do goleiro perdendo gol incrível.
Sentindo o cansaço, o time da casa recuou para administrar
a vitória. Correndo atrás do prejuízo,
a equipe de Campos ainda chegou com perigo à meta
adversária. Aos 33 minutos, Everton fez linda defesa
após chute de Carlos Eduardo, sozinho dentro da área.
Os zagueiros Odvan e Léo Fortunato garantiram a vitória
do Madureira em segundo tempo muito nervoso.
Ricardo
França

Marcelo lidera o trenzinho após o gol que deu a vitória
ao Madureira
Após o jogo, em
coletiva, o técnico Alfredo Sampaio disse que não
gostou da atuação da equipe e que iria verificar
com a comissão técnica o porquê dos
seus jogadores terem ficado cansados durante a etapa final,
já que os do time adversário correram mais.
“O calor afetou muito a nossa equipe e nós
temos que ter uma resposta para isso. Nós tivemos
cinco ou, talvez, seis jogadores arrasados com o calor.
E o sol foi para os dois lados. Eu não vi ninguém
do Americano estafado dessa forma. O que valeu hoje foram
os três pontos”, concluiu. Ao falar sobre os
próximos compromissos do Madureira no Campeonato
Carioca, o técnico foi claro. “Agora é
ajeitar para o jogo contra o Flamengo, pois encaramos essa
partida como se fosse uma decisão”, finalizou.
A equipe do Madureira soma agora oito pontos e divide a
segunda colocação do Grupo A com o Botafogo.
Correspondente
internacional
Não é só o samba que
atrai turistas e repórteres estrangeiros até
Madureira, o futebol daqui também chama atenção.
Durante a partida preliminar entre as mesmas equipes (vitória
de 7 a 1 do Madureira), um sujeito com sotaque característico
circulava pelos bastidores do estádio Aniceto Moscoso.
Martin Cure é alemão, jornalista e correspondente
free-lance das revistas Rund (Redondo), Stadionwelt (Mundo
de Estádio) e 11 Freunde (11 Amigos). Ele confessou
que atualmente o interesse dos veículos de comunicação
europeus no futebol brasileiro não é nas partidas,
pois acham a qualidade baixa. “Temos que reconhecer
que os craques brasileiros não jogam mais aqui. Nós
trabalhamos com matérias mais elaboradas. Por exemplo:
onde nasceram os craques”, explicou. Ao falar sobre
o bairro, Martin enfatizou a sua preferência. “Eu
gosto muito mais dos jogos em Madureira do que no Maracanã.
Esse estádio me transmite mais identidade e fica
dentro do bairro, ao lado do Mercadão de Madureira.
As tribunas e arquibancadas próximas ao campo aconchegam
o torcedor. É muito simpático”, ressaltou
o correspondente que disse não saber quem será
o campeão carioca.
Ricardo
França

Intercâmbio
jornalisitco: Martin Cure conversa com Ricardo Napolitano