Histórias
e lendas envolvem a construção da capela
Moradora
escreveu livro contando história da ocupação
do
morro de São José da Pedra que envolve mistérios
e milagres
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Por Graziela Gama (1º período)
e Jéssica Flausino (1º período)
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A história da Capela de São José da Pedra
começa há 200 anos com a vinda de portugueses
à região para caçar animais e capturar
escravos foragidos. Em um dia de muita chuva, os caçadores
se abrigaram em uma gruta – na verdade uma fenda entre
duas pedras no alto do morro – onde encontram a imagem
de São José. Emocionaram-se tanto com a estatueta
que resolveram construir uma capela ao lado da gruta. Quem conta
esta história é a dona-de-casa Leuda Coelho, que
mora há 30 anos em Madureira e já escreveu dois
livros sobre as histórias e lendas da comunidade de São
José da Pedra.
Há 29 anos, desde a inauguração da escadaria
da capela de São José da Pedra é comemorada,
juntamente com o dia do trabalho, a festividade da sagrada Família,
no dia 1º de maio. A celebração começa
com uma missa e termina com festa, com direito a campeonato
de futebol para os fiéis e moradores da comunidade. "A
Igreja é tudo pra mim", afirma Leuda Coelho, uma
das fundadoras da escadaria da igreja, que tem 366 degraus,
um a mais do que a escadaria que leva à Igreja da Penha.
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KK
Maia |
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D.
Leuda, moradora da comunidade há 30 anos,
escreveu dois livros sobre a história da Capela
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A capela foi construída em 1894 em um terreno doado à
Irmandade São José. Devido ao desgaste que sofreu
com o tempo foi reconstruída em 1922. No mesmo ano, houve
um desabamento na capela e a imagem vinda de Paris se perdeu
no meio dos escombros. Ainda em 1922, o local foi visitado por
Gago Coutinho e Sacadura Cabral, portugueses que fizeram a primeira
travessia de Lisboa ao Rio de Janeiro. A placa que comprova
essa vinda, ainda está presa à pedra ao lado direito
da capela. Como a Igreja, a gruta também não resistiu
aos efeitos do tempo e boa parte desabou.
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João
Henriques
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Os livros 'São José da Pedra e o
Mercadão Duas histórias e uma paixão'
e
' São José da Pedra Suas histórias
nestes dois séculos Madureira e adjacências'
escritos por D.Leuda registram a história
de Madureira
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Mistérios do morro - Segundo lendas
da região contadas no livro de dona Leuda, a imagem de
São José era colocada na capela, mas no dia seguinte
aparecia na gruta novamente. Após inúmeras tentativas
de manter a representação do santo no local, uma
outra imagem trazida de Paris foi colocada em seu lugar, enquanto
a original se manteve na gruta.
No início, o responsável pela capela era a Irmandade
de São José. Tempos depois, foi assumida pelos
frades da Igreja do Sepulcro de Cascadura, que ficaram responsáveis
às solenidades religiosas. Com o falecimento dos integrantes
da irmandade, o cardeal Dom Eugênio Salles, arcebispo
do Rio de Janeiro, decretou em 1976 que a responsabilidade pela
capela seria da paróquia de São Brás.
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Ricardo
França |
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A
capela, administrada pela Paróquia de São
Brás, foi fundada
em 1894 por um grupo de caçadores portugueses |
A capela tem este nome devido a enorme pedra que se vê
ao lado, onde está o sino, que já fora roubado
e devolvido no mesmo dia. As placas em homenagem as pessoas
que beneficiaram a igreja e ficavam presos a esta pedra, hoje
estão dentro da capela para que os efeitos da erosão
e os vândalos não a danifiquem.
Em 1976, as comunidades de São Brás juntamente
com a população de Madureira construíram
a escadaria, que foi inaugurada em 1° de maio de 1978.
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Ricardo
França |
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A
imagem de São José no altar da capela ornamentada
com fitas amarela e branca:
os fiéis beijam as fitas e pedem emprego ao santo,
padroeiro dos trabalhadores e dos operários |
Hoje, a festa abre oficialmente a Semana de Madureira. Além
da missa, a solenidade tem a execução do Hino
Nacional pela banda do Regimento de Cavalaria Mecanizada (RECMec)
do exército, e o hasteamento da Bandeira brasileira.
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Ricardo
França |
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O
sino da capela foi roubado e recuperado quando o ladrão
tentava
vendê-lo a um comerciante na Avendida Ministro Edgar
Romero |