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24.09.07
Noite de festa para um e de tristeza para outro
Confesso
que me comovi. O Botafogo recebeu o River Plate em sua nova
casa com o Engenhão lotado (quase 39.500 pagantes) e
a sensação de que o Glorioso poderia voltar a
ser o que era no início do Campeonato Brasileiro foi
inevitável. A festa de estréia foi com vitória
e isso é que mais importa: Joílson fez os nostálgicos
lembrarem do lateral Josimar, que foi autor do gol da última
vitória sobre o River Plate e com um petardo de fora
da área fez o gol da vitória Bota 1 x 0. Agora
é esperar as emoções que estão por
vir, quarta que vem tem mais, só que agora é no
Monumental. Haja coração!
Além do jogo de volta que vai ser duro também
tenho uma ressalva a fazer, aliás, um alerta para os
torcedores alvinegros refletirem. A diretoria alvinegra sabe
que tem uma faca de dois gumes nas mãos: uma mina de
dinheiro ou um tremendo abacaxi. Explico: ainda faltam detalhes
básicos a ser implantados como opções para
alimentação, numeração das cadeiras
e obrigar os torcedores a sentarem em seus lugares. Criação
de lojas para vender produtos do Botafogo... enfim, fazer do
local uma arena moderna e isso vai ficar a cargo da competência
da diretoria alvinegra.
O outro representante carioca da noite, o Vasco, não
jogou bem e com falhas individuais do zagueiro argentino Dudar,
complicou a sua situação na Copa Sul-americana,
perdendo para o modesto Lanús por 2 x 0 em Buenos Aires.
Silvio Luiz, arqueiro vascaíno, saiu como herói
da noite pegando até pênalti. Agora a torcida vascaína
tem que fazer a “fuzarca” no Caldeirão de
São Januário, empurrando o time para uma vitória
por três gols de diferença. Tarefa dura mas não
impossível, uma vez que em São Januário
o time tem sido arrasador.
Sobre os dribles de Kerlon
Dentro de campo, jogadores entendem que fazer um drible diferente,
interessante é um desrespeito ao adversário. Nada
mais cretino. A agressão sofrida pelo meia Kerlon no
clássico Atlético-MG x Cruzeiro é aceita
no “Código de Ética do Futebol", uma
aberração respeitada por técnicos e jogadores
(às vezes árbitros) e que está contribuindo
a cada dia para que o esporte fique cada vez mais sem graça.
Caros internautas, vocês realmente acham que se o Kerlon
continuar a driblar como foca um dia ele não será
advertido até pelos árbitros? Pois quem não
se lembra do atacante Jabá do Coritiba em 2003, quando
o mesmo ao pegar uma bola no canto do campo, gingou em frente
ao zagueiro do Santos e foi advertido com um cartão amarelo?
Pois é, pelo visto com escassez de craques e o nível
baixíssimo que se encontra o brasileiro, teremos mesmo
que se contentar em ver os campeonatos europeus, afinal de contas
lá é que está toda a safra de dribles “livres”
e jogadas sensacionais do nosso futebol tupiniquim.
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