Madureira,
Zunido: O seu jornal de bairros na internet. Produzido por estudantes de Jornalismo e Publicidade do Campus Madureira da Estácio de Sá

Nas paradas do sucesso

Indústria fonográfica vira tema de palestra na UNESA

Por Marcelle Alhadas


Com a chegada de uma simples fita demo até ter a música na boca do povo há o envolvimento de uma equipe de profissionais que trabalham ardorosamente no lançamento de artistas. Talento e criatividade são essenciais de acordo com o gerente nacional de Vendas e Marketing Estratégico da Sony BMG Marcus Fabrício, que possui mais de dez anos de experiência na maior empresa do mercado fonográfico, a Sony BMG. Marcus compareceu ao auditório do campus Madureira da Universidade Estácio de Sá para mostrar como funciona o seu trabalho e passar seus conhecimentos em marketing para os estudantes.

Formado em Administração de Empresas pela PUC-RJ, Mestre em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), e MBA (Master in Business Administration, ou, em Português, Mestre em Administração de Negócios) em Marketing, Marcus Fabrício começou como estagiário na Sony após ter assistido a uma palestra do atual presidente da gravadora Alexandre Schiavo, que na época exercia as funções de Fabrício atualmente. Com apenas 33 anos, Marcus Fabrício acumula funções dentro da gravadora. Além de ser o responsável por todas as vendas e pela conexão com lojas varejistas e Internet, ainda cuida do Marketing Estratégico da Sony. Fica a seu encargo os projetos especiais da gravadora como, por exemplo, as coletâneas, os DVD’s, e os CD’s em série.

  Michael Meneses


A foco da palestra de Marcus Fabrício foi o plano de comunicação de um artista. De acordo com ele, os artistas são preparados dentro da gravadora: ouve-se todo o repertório, dão-se sugestões na parte harmônica das músicas e grava-se o CD. Esse trabalho envolve tanto a parte musical quanto a parte de apresentação do artista. Depois disso, entra o Marketing para trabalhar com a divulgação do CD que está no estúdio para torná-lo ser conhecido. A partir disso, é escolher a música de trabalho, isto é, a música que irá tocar nas rádios e que apresentará o artista.

O próximo passo seria a participação do artista em programas de TV, em coletivas e ações promocionais em mídia. A gravadora conta ainda com o trabalho de Relações Públicas, que é um jornalista contratado para divulgar o CD mandando releases para jornais e revistas, para que esses possam publicar notícias desse artista. Marcus citou o exemplo da cantora Vanessa da Matta para mostrar como funciona o trabalho de uma gravadora na evolução de um artista, que chega apenas com o material bruto: uma fita demo. Marcus Fabrício falou ainda sobre o tamanho do mercado fonográfico, os principais títulos, a quantidade de CD’s vendidos, pirataria, a posição do Brasil no mercado mundial e explicou que a gravadora não ganha dinheiro pelos shows dos artistas. O lucro da gravadora vem apenas da venda de CD’s.

Marcus Fabrício mencionou o grande consumo de música brasileira em nosso próprio país. Essa é uma característica interessante do Brasil com relação aos outros países, onde a música americana reina absoluta. Assim há a valorização da música brasileira dentro do mercado brasileiro. Quando perguntado sobre o que um artista deve ter para fazer sucesso, Marcus diz que não existe um processo formal para saber se um artista vai ou não fazer sucesso. Para ilustrar sua resposta cita o exemplo de um rabino ortodoxo que toca rap que está fazendo sucesso em vários países.
Para o estudante do 4° período de Publicidade Rafael Rizzaro, Marcus Fabrício conseguiu esclarecer suas dúvidas e de muitos outros estudantes. “Achei interessante ele ter trazido os trabalhos que a Sony realiza com seus artistas. Matou a curiosidade das pessoas e de como você pode entrar na indústria fonográfica.”.

A estudante Fabiana Almeida, também do 4° período, aprovou a vinda de Marcus Fabrício. Ela considerou muito significante conhecer uma área de sua profissão que não havia tido nenhum contato. “Foi bem legal porque são pouquíssimos os palestrantes da indústria fonográfica que vem aqui na Universidade. Então temos pouco contato com essa área da nossa profissão.”

 
























   REPORTAGEM ESPECIAL


     COBERTURA ESPECIAL


     COBERTURA ESPECIAL


     COBERTURA ESPECIAL


     COBERTURA ESPECIAL



   ZUNIDO RECOMENDA